Psicanálise · Salvador e online
Terapia para luto
Perder alguém, ou algo, desorganiza o mundo. O luto não é uma falha a ser corrigida nem uma sequência de “fases” a cumprir; é um trabalho psíquico. Freud, em Luto e melancolia (1917), descreve o luto justamente como um trabalho: o lento processo de retirar a ligação com o que se perdeu, um pouco a…
Orientação lacaniana · CRP 03/27071 · Itaigara e atendimento online
Perder alguém, ou algo, desorganiza o mundo. O luto não é uma falha a ser corrigida nem uma sequência de “fases” a cumprir; é um trabalho psíquico. Freud, em Luto e melancolia (1917), descreve o luto justamente como um trabalho: o lento processo de retirar a ligação com o que se perdeu, um pouco a cada vez, até que a vida possa seguir sem que isso seja uma traição.
Nem toda perda é reconhecida pelos outros, o fim de uma relação, um projeto, uma etapa, alguém que não se podia chorar publicamente. Esses lutos também pesam, e também merecem escuta.
Como trabalhamos
Não há roteiro. Há um espaço para você falar de quem ou do que partiu, do que ficou por dizer, do que dói e do que alivia. Falar do luto não acelera nada à força, mas impede que ele fique encistado, sem saída.
Quando procurar
Quando a dor não encontra lugar, quando a perda paralisa, quando se repete a sensação de que “não deveria ainda estar assim”.
Quando procurar
Se algo aqui ressoa, conversar pode ser um começo. Nada disso precisa ser “consertado”, pode ser escutado.
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Crises frequentes que chegam sem aviso e desorganizam o dia.
isso pode ser escutado -
Uma preocupação que não cessa, mesmo quando você tenta calá-la.
isso pode ser escutado -
Evitações que, aos poucos, foram encolhendo a sua vida.
isso pode ser escutado -
Sintomas no corpo, sem causa clínica encontrada.
isso pode ser escutado
Como eu escuto
Não há roteiro fixo nem técnica para aplicar. Há um percurso que parte sempre da sua fala.
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Entrevistas preliminares
Um primeiro tempo para você falar do que vive, sem pressa de calar. Não há protocolo: partimos da sua fala.
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Escuta do que se repete
Aos poucos, localizamos o que insiste, o que angustia, o que faz sintoma, aquilo que o mal-estar tenta endereçar.
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Elaboração no seu tempo
Não prometo o fim do sofrimento, mas um lugar onde ele deixe de ser peso mudo e possa ser elaborado.
Referências
- FREUD, Sigmund. Luto e melancolia (1917). In: Obras completas, v. 12. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Conteúdo informativo, embasado na literatura psicanalítica; não constitui diagnóstico nem substitui atendimento individual.