Psicanálise · Salvador e online
Terapia para burnout
O esgotamento profissional, o burnout, não é só cansaço. É um ponto em que o corpo e o desejo dizem “não consigo mais” a uma exigência que se tornou insuportável. A psicodinâmica do trabalho mostra como certas organizações do trabalho produzem sofrimento (DEJOURS, 1992); a psicanálise acrescenta a pergunta singular: o que, na sua relação…
Orientação lacaniana · CRP 03/27071 · Itaigara e atendimento online
O esgotamento profissional, o burnout, não é só cansaço. É um ponto em que o corpo e o desejo dizem “não consigo mais” a uma exigência que se tornou insuportável. A psicodinâmica do trabalho mostra como certas organizações do trabalho produzem sofrimento (DEJOURS, 1992); a psicanálise acrescenta a pergunta singular: o que, na sua relação com o trabalho e com o que se espera de você, levou a esse ponto?
Freud, em O mal-estar na civilização (1930), já situava o trabalho entre os grandes laços que nos prendem ao mundo, e também entre as fontes de sofrimento quando ele toma o lugar de tudo.
Como trabalhamos
A escuta abre espaço para falar do que se exige de você (e do que você exige de si), do lugar que o trabalho ocupou na sua vida e do que ficou de fora. Não se trata de “render mais”, mas de reencontrar margem de respiro e de decisão.
Quando procurar
Exaustão persistente, perda de sentido no trabalho, irritabilidade, sintomas físicos, sensação de que “não dá para parar”.
Quando procurar
Se algo aqui ressoa, conversar pode ser um começo. Nada disso precisa ser “consertado”, pode ser escutado.
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Crises frequentes que chegam sem aviso e desorganizam o dia.
isso pode ser escutado -
Uma preocupação que não cessa, mesmo quando você tenta calá-la.
isso pode ser escutado -
Evitações que, aos poucos, foram encolhendo a sua vida.
isso pode ser escutado -
Sintomas no corpo, sem causa clínica encontrada.
isso pode ser escutado
Como eu escuto
Não há roteiro fixo nem técnica para aplicar. Há um percurso que parte sempre da sua fala.
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Entrevistas preliminares
Um primeiro tempo para você falar do que vive, sem pressa de calar. Não há protocolo: partimos da sua fala.
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Escuta do que se repete
Aos poucos, localizamos o que insiste, o que angustia, o que faz sintoma, aquilo que o mal-estar tenta endereçar.
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Elaboração no seu tempo
Não prometo o fim do sofrimento, mas um lugar onde ele deixe de ser peso mudo e possa ser elaborado.
Referências
- DEJOURS, Christophe. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. Tradução de Ana Isabel Paraguay e Lúcia Leal Ferreira. 5. ed. São Paulo: Cortez, 1992.
- FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização (1930). In: Obras completas, v. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Conteúdo informativo, embasado na literatura psicanalítica; não constitui diagnóstico nem substitui atendimento individual.